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Laudate Dominum
Esse é um blog teste musical. Por meio do You tube vamos ouvir Emma Kirkby cantando Laudate Dominum de Mozart. Apreciem, é muito lindo! Cliquem no link da foto. Não se esqueçam de voltar ao meu blog.
Escrito por Sérgio Sesiki às 21h07
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Africa, arte e flagelo
Deparo-me com uma questão, que muitas vezes corrói minh’alma, perturba meu ser, faz borbulhar as profundezas do meu existencialismo em severas indefinições a respeito da vida: o que vou fazer neste fim de semana? Que jeito, vou blogar! Certamente tão fugaz questionamento do dia não é tema em muitas partes do mundo, assoladas por tragédias da natureza e devastadas e abandonadas pela insensibilidade humana ao desamparar tantas vidas no desespero da indignidade. Ao pensar em abandono, além dos milhões de brasileiros, foco no que está acontecendo na África. Do Sudão, um criminoso, o presidente Omar Hassan al-Bashir, tem prisão decretada pelo tribunal internacional de Haia por crimes de guerra praticados em seu próprio país, onde só no conflito de Darfur, mais de 300 mil pessoas morreram por ordem e ação de seu governo, sem contar outras vidas desperdiçadas por fome e doenças do vírus do desprezo. E ele continuará solto e zombando da justiça internacional. No entanto, temos um sudanês, ao contrário de seu presidente, vivendo para refletir a tragédia e não para provocar guerra fraticida. Adam Abdalla tem sua visão de sua terra bastante conturbada, tal qual o cotidiano de seus irmãos. 
A Tragédia 3 - Adam Abdalla Da Nigéria, a corrupção institucionalizada, tão presente em nossa Terra Brasilis, é um flagelo lancetando a população que possui nível de pobreza ao redor de 70%. De Stanley Agbontaen vemos seu mercado nas ruas, onde uma pessoa, qualquer pessoa tenta sobreviver no meio de um agitado mar de socorro. Até parece inspirada em visões metropolitanas tupiniquins.
Feira de Rua - Stanley Agbontaen Sokey Edorh, é nascido no Togo, país com índice de percepção de corrupção elevado, obtendo pela última pesquisa do Transparecy International a 140° posição como país com mais corrupção. Para se ter uma idéia o Brasil aparece nesse ranking em 72° lugar. Sokey com sensibilidade e criatividade expressivas, em uma miríade de pinceladas naufragou suas esperanças. 
Naufrágio da Esperança - Sokey Edorth
Escrito por Sérgio Sesiki às 23h30
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Crise? Adoro!
Crise: palavra dita pelo menos cinco vezes ao dia por qualquer pessoa otimista ou desinformada nas últimas semanas. Imagine o quanto por incorrigíveis pessimistas ou aqueles visionários economistas que já alardeavam horas tenebrosas já há mais tempo? Estou com a TV ligada no noticiário e a bela jornalista já a pronunciou mais vezes que a quantidade de meus dedos com unhas encravadas. Ops, acabei de ouvir qualquer coisa como recuperação. Deve ser de um lunático qualquer. Adoro crises. Sempre posso negar um convite de um happy de um amigo não muito querido. E alegar pra namorada uma saída qualquer pra esquecer da crise. Imagine um jantar com o casal amigo cuja esposa você a acha um saco? Ah! Sabe como é, a crise faz a gente trabalhar dobrado e não vai dar. Quem sabe pra depois da crise? E sobre o desejo de minha mulher fazer umas comprinhas: -- ah, não não não. Olha a CRISE! Você não está enxergando? Crise. Meu amuleto de escusas. E essas minhas escusas não são mais do que oportunidades de sair de situações incômodas ou criar momentos de alegre bebedeira, tal qual o significado do famoso ideograma chinês onde a palavra Crise vem acompanhada dos congêneres Perigo e Oportunidade (pelo menos comprei essa idéia assim mesmo), então deixe a crise se instalar porque eu vou pra balada. Sabe como é, preciso espairecer um pouco, é tanta crise.
Every crisis carries two elements, danger and opportunity. No matter the difficulty of the circumstances, no matter how dangerous the situation.... At the heart of each crisis lies a tremendous opportunity. Great Blessings lie ahead for the one who knows the secret of finding the opportunity within each crisis.
Escrito por Sérgio Sesiki às 22h45
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Cartola
Passeando pelo samba de raiz, inspirado pelo Fabião, reencontrei o Cartola, que dele, basicamente só lembrava dos versos de “As rosas não falam” e de seu casamento com Dona Zica, que descobri ser seu segundo.
Bate outra vez Com esperanças o meu coração Pois já vai terminando o verão Enfim
Volto ao jardim Com a certeza de que devo chorar Pois bem sei que não queres voltar Para mim
Queixo-me às rosas, mas que bobagem As rosas não falam Simplesmente as rosas exalam O perfume que roubam de ti
Devias vir Para ver os meus olhos tristonhos E, quem sabe, sonhavas meus sonhos Por fim
Belos versos, não? Mas atenção ao “Corra e olhe o céu”
Linda te sinto mais bela Te fico na espera Me sinto tão só, ai! O tempo que passa Em dor maior, bem maior Linda no que se apresenta O triste se ausenta Fez-se a alegria Corra e olha o céu Que o sol vem trazer bom dia Ah, corra e olha o céu Que o sol vem trazer bom dia
E “Acontece”
Esquece o nosso amor, vê se esquece. Porque tudo no mundo acontece E acontece que eu já não sei mais amar. Vai chorar, vai sofrer, e você não merece, Mas isso acontece. Acontece que o meu coração ficou frio E o nosso ninho de amor está vazio. Se eu ainda pudesse fingir que te amo, Ah, se eu pudesse Mas não quero, não devo fazê-lo, Isso não acontece.
Com tamanha sensibilidade é impossível não cair no chavão: Tirar o chapéu e reverenciar o grande Angenor de Oliveira, seu Cartola.

Categoria: cinema
Escrito por Sérgio Sesiki às 22h16
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Livro Olhares Desatentos

Escrito por Sérgio Sesiki às 11h04
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Chuva
A chuva é o elemento da natureza que mais me agrada. Gosto do vento de Zéfiro, do sol de Helios, da terra de Gaia, do mar de Poseidon e do fogo de Hefesto. Mas a chuva é meu delírio, meu êxtase, meu momento mágico de abraço com as Ninfas.
Sonho diuturnamente com a chuva e, ao desabar o pé-d’água, lá me vou para o meio da rua para receber o abraço das crenéias. A garoa cai e meu corpo num instante sacode ao ser acariciado pelas nereidas. Começa o chuvisco e, teso, aguardo o chamego das náiades e melíades.
Depois de tanta mitologia quero mesmo é me deleitar com o suor das nuvens agredindo meu rosto. A energia trocada com a natureza é revigorante. Sem falar na agricultura, na limpeza, no suprimento vital de água para beber.
A prova contundente em se saber se existe vida em um planeta, não é a existência de ar respirável, mas água.
Quero que chova, Chova muito. Cantar nosso Benjor, “chove chuva, chove sem parar”.
Cantarolando vou pra casa.
Amanhã eu mando rebocar o meu carro.

Gima
Escrito por Sérgio Sesiki às 21h13
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Consumidores à luta!
A classe média brasileira é medíocre. Eu sou da classe média, portanto sou medíocre.
Estou em fase depressiva consumista, tomando medicamentos na veia para me curar da abstinência das compras. A medicação é muito eficaz, consiste em visitas diárias a shopping centers, assistir a filmes hollywoodianos, aceitar a todos os convites de festas de amigos classudos e endinheirados e comparecer a inaugurações de qualquer coisa, de vernissage elegante a lançamentos de produtos mixes, aonde só vai gente bem vestida e vistosa. Um remédio de reforço indispensável é o poderoso elixir de se evitar conversas com os mesquinhos, muquiranas, sovinas e mirrados. Também se esperam efeitos positivos, se bem que ainda não comprovados, ao assistir aos programas do Amauri Jr. e seus congêneres e genéricos.
Espero cura imediata, do contrário a minha família e amigos próximos vão receber só um e-mail de presente natalino. Suo frio ao pensar que os demonstrativos de meus cartões de crédito em 2007 só terão uma página. Quero ver neles as compra da loja A, 1/4 R$ muita grana, da loja B, 1/6 R$ mais grana, loja Z, 1/3 R$ minha grana. E ver também que não tenho dinheiro para pagar. Quase adiro aos famosos crediários para receber diversos carnês em até quinze vezes. Não é um sonho? É, mas não sou um consumista classe A, pois ainda não peguei gosto de preencher as linhas brancas dos cadastros exaustivos e defloradores da privacidade .
Os americanos são insuperáveis no ato da compra e não tem um sistema de financiamento direto ao consumidor tão eficiente. Eles compram compulsivamente por evolução da espécie homo consumus. Temos um baita sistema pró-negada-comprando-tudo e ainda hesitamos na frente das tentações da vitrine. Somos ainda homo-contidus.
E nem se fale da quantidade de ONGs, autarquias e associações para proteção ao consumidor. É código de defesa pra cá, SOS consumidor pra lá e portais e procons pra todo o lado. No Brasil nem na saúde há tanta gente querendo te proteger. Pronto, singelamente provei minha tese. Somos medíocres. Eu era muito melhor quando habitava a classe D. Muito mais autêntico. Saudades da classe pobre. Reagirei e após rápida convalescença gritarei: - Consumidores unimo-nos. Vamos as compras! It´s all for us.

Gima
Escrito por Sérgio Sesiki às 20h11
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Nobre alma
A forma mais fácil de esculhambar alguém é desprezá-lo. Ignorar o ignóbil. Adoro fazer isso e devo fazê-lo com mais freqüência. Alivia a minha tensão e a pressão arterial despenca. Fico zen. Ah, quero alertar que não são todos que conseguem exercitar essa arte. É preciso muito preparo espiritual. Nossos inimigos entram em nossas mentes como bactéria e se propagam feito vírus.
Por muito tempo tinha verdadeiras crises quanto era atacado deliberadamente por uma espúria gentinha que me achava esnobe, pseudo-intelectual, falso. Mesmo que eles tivessem razão, e tinham, que ousadia falar de mim! Não capitularei. Ia a luta e contra-atacava. Vermes, escória vendida. Pelegos burros. Sórdidos cornudos. Sapos do pântano. E lá se ia minha saúde pro brejo, juntar-se aos batráquios.
Foi preciso muito Capoten para a faísca de luz iluminar o negrume de meu bom senso. Acho que por instinto de sobrevivência, um salvador exemplo do mecanismo da seleção natural darwiniana, minha espécie evoluiu. Não. Podem falar o que quiserem. Praguejem, xinguem. Vociferem as piores pragas na minha vida, insultem meus antepassados, cuspam em minhas obras, vomitem em meus pensamentos, caguem no meu rastro.
Estou em paz. Comigo, com Deus e com quem quer que seja. Amém.
Não há o que me perturbe. Vocês não existem para mim, sua marginália. É meu doce sabor da vingança, meu vinho do Porto da vindita.
O engraçado é que aos olhos dos amigos parecem-lhes que minha alma foi tocada pelo espírito santo. Comentam: - Êta cara evoluído, esse Gima. Civilizado à beça.
Leio o jornal e vejo o José Dirceu recebendo R$ 20 paus por palestras políticas em ambientes empresariais.
Filhos da puta. Zé Dirceu e empresários.
Gima
Escrito por Sérgio Sesiki às 23h05
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A noite vazia
Tento atrair com o brilho do olhar
Por uma fração de segundo me deixo perder por seu corpo
Fixo-a e o mistério está desfeito
Tudo desvelado em um rubro da face
[Até quando terei que suportar a indiferença de seu afeto]
Mais perto estou gélido pela quente fragrância de perfume vadio
A fuga será perdida com uma qualquer na noite rápida
Beijos não trocados e um acariciar não correspondido
Sem nomes, nomeio-as por adjetivos
Os mais perversos
Os mais diversos
Os meneios são lentos para me lembrar
De seus seios fartos
Em meus versos seu vulto me assombra
Na cama um culto e descarrego uma nota
Pelos movimentos artísticos e serviços prestados
Sinto os segundos de minha vida roubados
A profissional segue seu rito
Eu grito, parado, por um mito.
Gima
Categoria: literatura
Escrito por Sérgio Sesiki às 22h28
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A história de Gervásio
“Aquele que dentre vós está sem pecado seja o primeiro a atirar a primeira pedra”, João 8,7.
Esse tema é tão corriqueiro que nem me lembro se já o esbarrei neste blog. Em todo o caso vou desatentamente publicar os nossos pecados. Melhor dizendo, os seus pecados.
Muito bem, alguém se habilita a ser o primeiro, não a atirar a pedra, mas a confessar nosso lado mau?
Sem voluntários, já sabia. Tá bom, eu começo. Não com os meus, que não sou bobo, mas com o do Gervásio.
Gervásio era invejoso e a inveja é uma merda, diz o dito popular. Mas caramba! Gervásio a sentia. Essa falha de comportamento psicológico e espiritual era mais evidente na sua adolescência. Hoje, para não dizer que ele a controla, pois mostraria tendência patológica de egoísmo crônico, não a sente mais. Não se pode dizer que sua alma evoluiu, contudo ele acreditou que se passasse a desejar boa sorte a todos, continuamente, ela se aperfeiçoaria. Mesmo aos seus inimigos. Com o tempo esse desejo de sucesso generalizado nele se incorporou, como osmose. Gervásio tornou-se uma pessoa de bem com a vida.
Com relação ao pecado da gula, ao contrário, foi piorando com o passar da idade. Na juventude encarava a alimentação como repositor energético vital. A alimentação transmutou para o conceito de gastronomia, mesmo ciente que essa fome de sabores e sensações físicas significasse descer a rampa celestial. Ah, nesse tema maledicente, era o maior dos pecadores. Mais recentemente, depois de um retiro de carnaval com a igreja do bairro, onde ouviu palavras de fé, Gervásio voltou a comer seu arroz com feijão básico sem reclamação. Um franciscano.
Ira! Gervásio foi inconstante nisso, piorou e voltou a melhorar. Não sentia raiva das pessoas e das coisas ruins que aconteciam, motivadamente ou involuntariamente. Foi crescendo e passou a se considerar um tolo por não exigir o melhor de todos para si e de todos para os outros. Começou a se tornar inconveniente, pois, desacostumado em reagir, exagerava nas situações de reclamação. Ficava com ódio mesmo. Constrangia seus amigos em simples bares por demora no atendimento ou porque a porção era pequena demais. Aquele mesmo retiro da comunidade dos carolas o fez diminuir a voltagem. Virou um ator. Se estiver exaltado, não se engane, é só para inglês ver. Por dentro ele está em alfa. No entanto, demandava de todos o melhor, com firmeza e sem perder a ternura.
Gervásio tornou-se o ponto de referência dos amigos. Seja por aconselhamentos, por conversas intimas ou jogadas fora, ele sempre era chamado a participar da vida das famílias. Um homem centrado, de princípios e caráter. Dava palestras na comunidade sobre a boa conduta do ser humano.
Foi convidado, certa vez, para o casamento de um amigo que não via há anos. Arrumou-se discretamente e foi desejoso dar as bênçãos ao casal. Ora, quem diria. Uma das madrinhas do amigo foi sua primeira e única paixão da vida, a Marilene. Seu coração bateu mais forte e na festa passou a quase assediá-la.
Marilene, moça de família, não o ignorou, mas sua lembrança dos tempos de Gervásio invejoso, guloso e explosivo não saia de sua cabeça. A persistência de Gervásio em reatar após longos anos era tanta que não teve outro jeito a não ser dar um fora definitivo.
Desacorçoado, olhou ao redor, viu todos os casais convivas da festa sorrindo, conversando animadamente, dançando, comendo e bebendo. A inveja tomou conta de seus sentidos. Sentou-se à mesa, e passou a não rejeitar nenhum canapé, prato ou bebida. Vendo-o alterado, os garçons começaram a evitá-lo. Extremamente descontrolado, quase um psicopata vociferando impropérios, Gervásio deu show com o serviço do buffet. Foi um auê. Os seguranças tiveram que tirá-lo da festa à força, desobedecendo até a ordem do casal em bodas.
Na noite seguinte, Gervásio, ainda com enorme dor de cabeça, foi presidir a reunião da igreja – pastoral da boa-esperança.
Gima
Escrito por Sérgio Sesiki às 21h00
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Um dia de sol
Um belo dia de sol e, inesperado, um raio penetra nas casas, nas cabeças, no coração.
As nuvens se formam em vermelho
Mais um desfile de gritos e choros
O cortejo já não é para exaltar o morto, é para cuspir vingança.
Para quê?
Por quem? A causa é perdida e não haverá achados.
Só aquele que se foi terá encontrado a sua: não mais temer.
Uma mancha no chão desenha a mão pedindo basta.
A multidão enfurecida passa, pisa e se afasta.
Lenços tribais passam a encobrir os rostos marcados por ódio,
A esconder os lábios roxos de gritos guturais,
Mas deixam à mostra os olhos,
Cravejados de veias sedentas de sangue,
Adornados pela expressão franzida de dúvidas.
Não mais dizem adeus,
Não mais procuram a Deus.
Não mais verão
Não mais
Um dia a mais
Muito mais amanhã
Renasce o sol e a manhã se abre
Um novo raio, uma nova ferida em outro coração
Já não ouço os mesmos sons,
Os gritos são agora meus
Estouram minha casa e no chão o desenho pintado de sangue,
De minha cabeça
Não tem mais amanhã.
Gima
Categoria: literatura
Escrito por Sérgio Sesiki às 22h13
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Por que temos tesão? Ou por quem?
Resposta infinita e ao mesmo tempo simples. Pela mulher temos um imenso tesão, daqueles incontroláveis. Como desviar o olhar ao ver um par de pernas torneadas ou retas, magras ou espessas, um busto insidiosamente carnal, avantajado ou econômico com ou sem vista para o vale? Os ombros de fora, estreitos de bailarina ou largos de atletas. As costas eretas compostura de princesa ou meio curvadas de tanto amamentar o rebento. De novo não importa, pois as desnudarei com meu pensamento. Tanto faz o tamanho do corpo. Só faço questão de imaginá-lo com a pele com toque de seda.
Não pensamos, apenas olhamos e sentimos tesão. Passaria noites elaborando discretos comentários à proprietária de volúpias formas como forma de elogio à obra prima de seu corpo. Simplesmente silenciar para evitar um processo de assédio é covardia e uma atitude deselegante à mulher. Mas, ah! Que delícia ser processado por uma mulher por assédio sexual ocular. Não, não estou nem pensando naqueles grosseiros e ofensivos convites para um ato qualquer. É mesmo voyeurismo puro. Exibiria o processo como um troféu, até meu último centavo.
Para que estamos afinal nesse mundo? Sem tesão não há graça. Tenho tesão pelo trabalho? Verdade. Verdade também que esse tesão é muito chocho. Quando penso demais nele, de imediato coloco uma mulher na cabeça e o trabalho vai embora. E quando volto ao trabalho, a labuta é mais inspirada.

Tenho muito tesão pelas artistas famosas, mas aquele que sinto por uma desconhecida com que encontro casualmente em um bar, numa sala de espera de uma clínica qualquer, salão de cabeleireiro, sem nome e com certeza sem memória, já após a consulta, é o mais fervoroso. Que maneira mais bela de passar o tempo sentindo tesão!
Tenho amigos que se apaixonam pelo tornozelo da mulher, pelo pé. Admiram o nariz ou são desejosos de lábios bem formados, de preferência carnudos. Penso diferente. Meu foco de desejo em alguma parte do corpo da mulher varia tanto como vario de musa. Poder-se-ia dizer que sou inconstante ou volúvel. Prefiro dizer que sou eclético.
Não sou contra tesões monogâmicos, muito pelo contrário, o invejo. É um belo elogio à mulher do momento, ser privilegiada pelo seu calor libidinoso mental. Só não sou assim. Aliás, a monogamia só resiste ao tempo pela promiscuidade de pensamento. A troca da musa sexual fortalece o relacionamento.
Amanhã minhas amigas me evitarão ou as mais agressivas virão me dizer: - Sabia que você era um porco-chauvinista! Não responderei. Ainda firmo meu conceito: - Estou de elogiando sua boba. Frase dita em pensamento, pois ainda não voltamos ao tempo de Petrônio quando escreveu Satiricon. Falta pouco.
Gima
Escrito por Sérgio Sesiki às 23h38
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Planeta Terra em Extinção
Ainda não tinha me dado conta, ou queria na verdade é esquecer o assunto, mas as mudanças climáticas estão fazendo um estrago danado neste nosso mundinho.
A ponto de não ser difícil imaginar a charge abaixo.

Aumento do nível dos oceanos, crescimento e surgimento de desertos, furacões, tufões e ciclones andando mais próximo e mais intensamente e, não por fim, ondas de calor insustentáveis para a agricultura e também ser humano.
Tempos atrás pensava egoisticamente que eu não seria atingido por essas catástrofes. Só nossos netos. Triste ilusão. Nós já estamos sofrendo desse fenômeno destruidor.
Inconvenientemente Al Gore nos mostra que o universo é mesmo fora daqui. Assistam a “Uma Verdade Inconveniente” para comprovar com imagens e argumentos científicos o nosso triste destino.

A linda foto do Hubble nos mostra possibilidades fora da Terra. Acho que não vai dar tempo.

Essas galáxias estão interagindo entre si, formando uma máscara com um olhar para a Terra, para o Homem, como dizendo fereozmente: “tomem seu jeito”.
Sérgio Sesiki
Escrito por Sérgio Sesiki às 18h19
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Erótica IV
Andarilho da rede, de Gima
Versos e mais versos acalantam o sonhador andarilho da rede
Clica aqui, ali e acha em profusão, imagens de musas nuas e soltas.
Seu corpo se intumesce e sua mão passa a descer no já teso mastro.
O rubor passa do recato da orgia solitária para o desejo de arrebentação vigorosa.
A visão da bimba real, em busca do momento ideal, leva-o ao encerramento do olhar.
Instantâneo, da virtual colorida putaria passa a enxergar a infame amada fugidia.
O rúbeo da face torna-se ainda mais intenso e o membro não mais se extende
A megera por ele indomada abandonou-lhe bem antes de tê-la em foda tomado.
Tenta de novo o intento, navega em infinita sacanagem. Tarde. Mirrou o falo.
Categoria: literatura
Escrito por Sérgio Sesiki às 22h42
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Erótica lll
Minha fuga, de Gima
Encontrarei um sentido e uma razão em segundos
não por ler Yeats ou Mallarmé profundos
nem por enfrentar minhas feridas abertas,
é..., escolherei por entre as ruas desertas
a mulher rápida e esperta
que me fará esquecer
meu ser e viver moribundos.
Hoje vou te possuir.
Dia admirável.
Puta és e alegre estou.
Teus pensamentos fogem
assim que avistas meu totem.
Meu corpo nu a teus olhos parece
um instrumento de desgosto que te enlouquece,
um serviço a ti,
um frenesi pra mim.
Que toque de seda em tua tão usada pele
sinto ao passar com minha ousada boca,
ao beijar teu suave seio,
ao tatear sem receio
tua greta, teu jardim.
Ah! Um devaneio sem fim,
Hoje vou te possuir. Dia admirável.
Puta és e alegre estou.
Teus reclamos me impelem ao ato já
em posição qualquer que há,
penetro e, ágil cá e acolá,
me provocas uma explosão, louca.
Por momentos abracei forte
a mulher, a vida, mesmo sem tê-las perene,
vi que a alma e a paixão são de Selene.
Hoje, dia que te possuí,
mulher que és,
miserável estou.
Categoria: literatura
Escrito por Sérgio Sesiki às 21h14
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